http://www.revistapelomundo.com.br/o-qatar-e-um-dos-paises-mais-procurados-quando-o-assunto-e-especializacao-e-crescimento-profissional/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ECONOMIA

91% dos brasileiros querem sair do país para trabalhar no exterior

A revista Época Negócios fez uma pesquisa com 1.470 profissionais brasileiros

Redação iBahia 

03/06/2019 às 18h50

 

 

 

 

 

Investir em uma profissão no exterior se tornou uma meta para os brasileiros. De acordo com a revista Época Negócios, a maior parte dos profissionais brasileiros deseja sair do Brasil para morar e trabalhar em outros países, mas a garantia de um emprego é decisiva para tal resolução. A revista fez uma pesquisa com 1.470 profissionais brasileiros, sendo que, 1.239 moram no Brasil e 231 residem no exterior.

 

Foto: reprodução / Schultz

No resultado da pesquisa, constatou-se que 91% das pessoas que responde têm vontade de se mudar em busca de uma oportunidade de trabalho. Dentre estes, 61% só se mudariam com a certeza de um contrato internacional de trabalho: 80% dão preferência a um emprego com carteira assinada e 32% não se importariam em efetuar serviços informais trabalhos temporários.

O baiano Richardson dos Reis Santos, de 22 anos, faz parte da linha de brasileiros que querem investir em uma profissão no exterior. Ele foi contratado por um hotel 5 estrelas nas Ilhas Maldivas, Ásia, e está com viagem marcada para 1° de julho. 

Richardson dos Reis Santos vai ser garçom no empreendimento Hard Rock Hotel Maldives. Ele conseguiu essa oportunidade  por intermédio da assessoria de imigração e agenciamento internacional da MTV Intercâmbios. A MTV, que é dirigida pelo headhunter Marcelo Toledo, tem empresa  sediada em Jundiaí (SP), com franquias em Salvador (BA), Lorena, Sorocaba, Campinas, Balneário Camboriú (SP) e Florianópolis (SC) e Londrina (PR). 
 

 

Foto: divulgação

“Fiquei empolgadíssimo ao conhecer o Marcelo, através de uma reportagem feita com o antigo gerente do UXUA Casa Hotel & Spa, Fabiano Diniz, onde trabalhei por seis anos e saí em busca de uma oportunidade que me desafiasse a progredir na profissão de hotelaria e turismo. Surgiu o que eu queria: a possibilidade de ir para o exterior em busca de meus sonhos profissionais e pessoais”, revela o jovem baiano.

O rapaz, que, quando criança, ajudava a avó a vender os lanches que ela preparava, já foi auxiliar de garçom, copeiro, recepcionista, barman, atendente de piscina e atuou um ano e meio, fora do expediente regular de trabalho, gratuitamente, como concierge somente para aprender a profissão. 

“Tenho inglês fluente, espanhol mediano e sei um pouco de francês; aprendi no dia a dia atendendo os turistas. Começarei como garçom neste renomado hotel, que me dará cursos de especialização e a chance de crescimento profissional dentro da empresa".

Richardson fechou um contrato de dois anos, com possibilidade de estender-se. O salário inicial é de US$ 350, a alimentação, viagem, estadia são pagas pelo contratante, e ainda têm os benefícios, como gorjetas livres. 

 

 

 

 

 

 

 

 

Educação / Empregos

Agência de intercâmbios remunerados no exterior cria ação solidária

Portadores de deficiência estão isentos da taxa de aquisição

https://leiamais.ba/2019/06/03/novidade-no-segmento-de-franquias-portadores-de-deficiencia-estao-isentos-da-taxa-de-aquisicao-agencia-de-intercambios-remunerados-no-exterior-cria-acao-solidaria

 

03/06/2019 18:00:00

 

Foto: Pixabay

 

No último Censo Demográfico, 45,6 milhões de brasileiros declararam ter pelo menos um tipo de deficiência, seja do tipo visual, auditiva, motora ou mental/intelectual.

Apesar de representarem mais de 24% da população nacional, estas pessoas não vivem em uma sociedade adaptada.

Por isso, a MTV Intercâmbios, maior empresa brasileira de agenciamento profissional no exterior, fundada e presidida por Marcelo Toledo, está com uma ação social pioneira no mercado.

Portadores de deficiência, que desejam obter a franquia da MTV no Brasil e em qualquer lugar do mundo, serão isentos da taxa de aquisição, cujo valor habitual é de R$ 22.250,00.

Outro benefício oferecido por Marcelo Toledo é o fato do trabalho do franqueado poder ser realizado em home office, baseado apenas na utilização de notebook e celular.

De acordo com pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), quase 70% dos jovens entre 14 e 35 anos de idade querem ter uma experiência fora do Brasil, especialmente para ter a oportunidade de incremento do currículo, da bagagem profissional com uma vivência internacional.

“Este é o tipo de trabalho gratificante em todos os sentidos, pois os franqueados lidam com a realização de sonhos, através de uma empresa idônea que possibilita uma renda mensal satisfatória”, explica Marcelo Toledo, responsável pela intermediação da contratação de mais de 7.700 clientes de todo o Brasil, que obtiveram, através de sua expertise e contatos empresariais em mais de 15 países, a possibilidade de trabalhar legalmente, e, ao mesmo tempo, realizar cursos de graduação e técnicos, além do aprendizado de uma segunda língua, uma verdadeira e completa imersão cultural.

“A busca por novas oportunidades de trabalho, aprendizado ou simplesmente aventura são os principais fatores que levam centenas de clientes às unidades da MTV Intercâmbios todos os dias”, revela Marcelo.

O CEO da MTV esclarece que a oportunidade de negócio tem baixo investimento inicial, público-alvo variado e prazo de retorno estimado entre três meses e um ano.

A agência, sediada em Jundiaí (SP), com franquias em Salvador (BA), Lorena, Campinas  e Sorocaba (SP) Balneário Camboriú e Florianópolis (SC) e em Londrina (PR), existe há 21 anos e o seu diretor prevê a abertura de mais 20 unidades de franquia nos próximos meses. 

O fato é que agência de assessoria de imigração e de recrutamento para trabalhar legalmente no exterior é uma ótima opção de micro franquia.

 “O mercado está aquecido, pois a procura por intercâmbios remunerados no exterior está em alta e não conseguimos preencher a maioria das vagas que surgem”, revela  Toledo.

O empresário tem na exclusividade  de programas de intercâmbio para os Emirados Árabes  o seu principal diferencial para expandir a MTV . O público-alvo da empresa são os jovens de 21 e 35 anos de idade das classes B, C e D. Mais informações sobre franquias pelo Whats App 11 9 5047 2557 e pelo site  www.dubai10.com.br  

 

 

 

 

O Qatar é um dos países mais procurados quando o assunto é especialização e crescimento profissional

Detalhes

Publicado: 30 Abril 2019

Divulgação 

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Gabriel Paulino, morador de Barueri, São Paulo, e Natália Andrea, residente em Balneário Camboriú, Santa Catarina, conseguiram os tão sonhados empregos no exterior.

Ambos vão trabalhar no Qatar, Oriente Médio. Após 20 anos de experiência no ramo de restaurantes, ela será Assistant Sous Chef, com o salário de U$ 1.400 equivalente a R$ 5.362,00  mensais e ele, sem nenhuma experiência na área, foi contratado como garçom por um hotel 5 estrelas para receber, ao mês, QAR 1455,00, ou seja, R$ 1.527,00.

As duas oportunidades de trabalho, totalmente agenciadas pela empresa MTV Intercâmbios, dirigida pelo headhunter Marcelo Toledo, incluem salários livres de impostos, moradia e viagem aérea grátis.

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“É mais fácil conseguir emprego no exterior do que aqui no Brasil. São muitos benefícios que realmente valem a pena. A empresa pagará acomodação, transporte, plano de saúde, alimentação e passagens aéreas de férias, ou seja, vale muito a pena”, explica Gabriel. Ele, que é professor de inglês, fluente na língua, já buscava essa oportunidade no exterior há mais de 10 anos, sem obter sucesso. “Pesquisei na internet e a única agência responsável por este tipo de agenciamento que encontrei foi a MTV Intercâmbios. Analisei o seu site, entrei em contato com Marcelo e vi que empresa é idônea, com 21 anos de mercado, proporcionando oportunidades de trabalho e de realização de sonhos a mais de 7 mil pessoas a preços justos”, esclarece.

Natália conheceu a agência através de um conhecido que viajou para os Emirados Árabes e a recomendou. “Particularmente, sempre tive muito interesse na culinária árabe e da região e me pareceu uma excelente oportunidade de tentar me profissionalizar internacionalmente”, elucida. “Minha meta é obter uma estrela Michelin no meu CV, que na culinária é o maior prêmio e/ou reconhecimento como profissional. Pretendo crescer da posição que fui contratada para chef dentro de um hotel 5 estrelas, preferencialmente em Dubai. Conquistar o mundo com a minha culinária!”, assegura.     

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Uma pesquisa realizada em 2015 pelo Fórum econômico Mundial constatou que o Qatar é o país com o maior e mais eficiente nível de organização do planeta, possuindo a maior renda per capita mundial anual com U$ 98.328. O próspero e moderno país cresce em todas as áreas e, como  possui uma pequena população de trabalhadores, tem necessidade de empregar diferentes tipos de profissionais de outras regiões do mundo, principalmente diante da proximidade da Copa do Mundo de 2022. O Qatar deseja se transformar em um centro de esportes para a região do Oriente Médio e Norte da África e seu governo já está  trabalhando na candidatura para as Olimpíadas de 2024.

Segundo Marcelo Toledo, em mais de duas décadas, ele já intermediou a contratação de 7.700 clientes de todo o Brasil, que obtiveram, através de sua expertise e contatos empresariais em mais de 15 países, a possibilidade de trabalhar legalmente, e, ao mesmo tempo, realizar cursos de graduação e técnicos, além do aprendizado de uma segunda língua, uma verdadeira e completa imersão cultural. “Dentre os países com os quais a minha empresa mantém parceria estão: Ilhas Maldivas , Canadá, Iraque, Kuwait, Qatar, China, Egito, Estados Unidos e ainda os Emirados Árabes.

 

Para ter acesso a uma das vagas oferecidas no exterior e intermediadas pela MTV Intercâmbios é preciso passar por uma avaliação de currículo e posterior entrevista com Marcelo. “O nosso trabalho é sério e seletivo. Por isso, 90% dos currículos que recebemos não aprovamos.

Devido ao sucesso da empresa, que tem sede em Jundiaí (SP), a MTV Intercâmbios abriu franquias em Salvador (BA), Lorena (SP), Balneário Camboriú (SC), Londrina (PR) e está com inscrições abertas para franqueados em todo o Brasil e exterior. 

Currículos devem ser enviados pelo site www.dubai10.com.br e informações sobre franquias pelo What’s App 11 9 5047 2557.

 

 

 

 

 

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Portal do Turismo em 30/04

 

 

 

 

  Qatar: Um dos países mais procurados para especialização e crescimento profissional 29/04/2019

 

Gabriel Paulino, morador de Barueri, São Paulo, e Natália Andrea, residente em Balneário Camboriú, Santa Catarina, conseguiram os tão sonhados empregos no exterior. Ambos vão trabalhar no Qatar (foto), país situado no Oriente Médio. Após 20 anos de experiência no ramo de restaurantes, ela será Assistant Sous Chef, com o salário de U$ 1.400 equivalente a R$ 5.362,00  mensais. Sem nenhuma experiência na área, ele foi contratado como garçom por um hotel 5 estrelas para receber, ao mês, QAR 1455,00, ou seja, R$ 1.527,00. As duas oportunidades de trabalho, totalmente agenciadas pela empresa MTV Intercâmbios, dirigida pelo headhunter Marcelo Toledo, incluem salários livres de impostos, moradia e viagem aérea grátis. “É mais fácil conseguir emprego no exterior do que aqui no Brasil. São muitos benefícios que realmente valem a pena. A empresa pagará acomodação, transporte, plano de saúde, alimentação e passagens aéreas de férias, ou seja, vale muito a pena”, explica Gabriel. Ele, que é professor de inglês, fluente na língua, já buscava essa oportunidade no exterior há mais de 10 anos, sem obter sucesso. “Pesquisei na internet e a única agência responsável por este tipo de agenciamento que encontrei foi a MTV Intercâmbios. Analisei o seu site, entrei em contato com Marcelo e vi que empresa é idônea, com 21 anos de mercado, proporcionando oportunidades de trabalho e de realização de sonhos a mais de 7 mil pessoas a preços justos”, esclarece. Natália conheceu a agência através de um conhecido que viajou para os Emirados Árabes e a recomendou. “Particularmente, sempre tive muito interesse na culinária árabe e da região e me pareceu uma excelente oportunidade de tentar me profissionalizar internacionalmente”, elucida. “Minha meta é obter uma estrela Michelin no meu CV, que na culinária é o maior prêmio e/ou reconhecimento como profissional. Pretendo crescer da posição que fui contratada para chef dentro de um hotel 5 estrelas, preferencialmente em Dubai. Conquistar o mundo com a minha culinária!”, assegura. Uma pesquisa realizada em 2015 pelo Fórum econômico Mundial constatou que o Qatar é o país com o maior e mais eficiente nível de organização do planeta, possuindo a maior renda per capita mundial anual com U$ 98.328. O próspero e moderno país cresce em todas as áreas e, como  possui uma pequena população de trabalhadores, tem necessidade de empregar diferentes tipos de profissionais de outras regiões do mundo, principalmente diante da proximidade da Copa do Mundo de 2022. O Qatar deseja se transformar em um centro de esportes para a região do Oriente Médio e Norte da África e seu governo já está  trabalhando na candidatura para as Olimpíadas de 2024. Segundo Marcelo Toledo (foto), em mais de duas décadas, ele já intermediou a contratação de 7.700 clientes de todo o Brasil, que obtiveram, através de sua expertise e contatos empresariais em mais de 15 países, a possibilidade de trabalhar legalmente, e, ao mesmo tempo, realizar cursos de graduação e técnicos, além do aprendizado de uma segunda língua, uma verdadeira e completa imersão cultural. “Dentre os países com os quais a minha empresa mantém parceria estão: Ilhas Maldivas , Canadá, Iraque, Kuwait, Qatar, China, Egito, Estados Unidos e ainda os Emirados Árabes. Para ter acesso a uma das vagas oferecidas no exterior e intermediadas pela MTV Intercâmbios é preciso passar por uma avaliação de currículo e posterior entrevista com Marcelo. “O nosso trabalho é sério e seletivo. Por isso, 90% dos currículos que recebemos não aprovamos. Devido ao sucesso da empresa, que tem sede em Jundiaí (SP), a MTV Intercâmbios abriu franquias em Salvador (BA), Lorena (SP), Balneário Camboriú (SC), Londrina (PR) e está com inscrições abertas para franqueados em todo o Brasil e exterior. Currículos devem ser enviados pelo site www.dubai10.com.br e informações sobre franquias pelo What’s App 11 9 5047 2557.criar um blog

 

 

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JORNAL O REPORTER - PARANÁ

 

Médica escolhe destino nada convencional para intercâmbio

16 de janeiro de 2019

Com a instabilidade econômica e política do Brasil, cada vez mais jovens estão se aventurando em busca de novas oportunidades no exterior, o que tem movimentado de forma significativa o mercado de intercâmbio.

Foi o que aconteceu com a jovem Belisa Krieger, de 33 anos de idade. Natural de Guarapuava, a jovem que é formada em medicina veterinária, também decidiu dar um novo passo na carreira, escolhendo um novo lar fora do país. Para isso, ela procurou a MTV Intercâmbios, empresa que atua no mercado de trabalho há 21 anos com seriedade e responsabilidade.

jovem escolhe destino nada convencional para intercâmbio

O que chama a atenção na escolha da Belisa é o país que a jovem escolheu para morar pelos próximos dias. A jovem não foi nada convencional e optou por  Kuwait para ser seu novo lar. O país do Oriente Médio, com uma estimativa 4,3 milhões de habitantes, têm chamado atenção pelo número de buscas quando o assunto é intercâmbio.

“Eu escolhi fazer intercâmbio nos Emirados Árabes por acreditar que lá existe mais oportunidade de trabalho, qualidade de vida e também crescimento profissional”, conta Belisa.

Em seu novo destino, ela irá trabalhar como vendedora em uma loja de roupas femininas, localizada em um Shopping Center da cidade. Seus objetivos são crescer profissionalmente, melhorar seu nível de inglês e aprender árabe.

 

Segundo Marcelo Toledo, fundador e diretor geral da empresa, Belisa é uma pessoa séria, focada, exigente e muito determinada. A jovem procurou a MTV com objetivo específico: curso de inglês. Atualmente, Belisa mora em Fortaleza, mas ao fim do mês viaja. “Sucesso” é o desejo do diretor e de toda a MTV Intercâmbios.

Quanto a quem tem interesse em fazer intercâmbio, ele diz: “não tenha medo e venha ser testemunha da construção de um novo mundo, um novo planeta chamado Emirados Árabes e região,” convida.

intercâmbio no oriente médio

Para quem também deseja buscar experiências como esta e está na dúvida quanto à moeda do país e as possibilidades de busca, fica aqui uma nova informação que talvez você desconheça: a Moeda do Oriente Médio é o Dinar, uma das moedas mais valorizadas no mundo.

Uma das razões pelas quais os países do Oriente Médio estão sendo tão procurados pelos intercambistas, é a Copa do Mundo de 2022, que será realizada em Catar. Além disso, comerciantes do país e continente têm simpatizado com o carisma brasileiro, contratando cada vez mais pessoas do Brasil para treinarem em seus estabelecimentos.

Por: Keylla Carlin

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MATÉRIA SOBRE A MTV INTERCÂMBIOS NA REVISTA VEJA

 


Há vagas. Mas bem longe
Na hora de contratar, hotéis e restaurantes
de Dubai e Abu Dhabi fazem opção preferencial
pelo jeito amistoso dos brasileiros

 

 

Quem está na faixa dos 30 anos, é solteiro, ainda não engrenou carreira, transita na área de turismo e hotelaria e nunca assistiu à novela Caminho das Índias talvez não saiba, mas existe um nicho no mercado de trabalho cheinho de vagas. Vantagens: dá casa, comida e bom salário. Desvantagem: fica a 12 000 quilômetros de distância em local de usos e costumes que são em tudo o oposto dos brasileiros. Em Dubai e Abu Dhabi, dois integrantes dos Emirados Árabes Unidos, hotéis e restaurantes buscam brasileiros e brasileiras para trabalhar em funções de recepcionista, garçom, sommelier, músico de samba e segurança. Em troca, oferecem salário de 1 000 a 2 000 dólares (que podem dobrar com as gorjetas), plano de saúde, moradia em apartamento mobiliado, com aluguel, água e luz, condução fretada e todas as refeições no local de trabalho. Desde 2007, pelo menos 100 brasileiros foram contratados por hotéis de Dubai (o total de brasileiros nos Emirados chega a 718) e existem mais 400 vagas abertas a interessados. Por que buscar mão de obra tão longe? Os Emirados, ricos em petróleo e pobres em gente, e menos ainda da categoria disposta a dar duro, são coalhados de estrangeiros. Em Dubai, 90% da população é formada por pessoas de outros países. São elas que fazem tudo, numa conhecida divisão de trabalho: os cargos de gerência e administração são ocupados por europeus, principalmente ingleses; os operários da enorme indústria da construção civil vêm de todos os países mais pobres da Ásia (assim como os motoristas de táxi são paquistaneses e as prostitutas, russas de ex-repúblicas soviéticas). Os brasileiros se encaixam num patamar médio do setor de serviços hoteleiros por serem considerados simpáticos, sorridentes e pouco dispostos a arranjar confusão. "O maior apelo do brasileiro é ser amigável. Nos hotéis em Dubai, os hóspedes são chamados pelo nome. O jeito risonho e amável do brasileiro se encaixa bem. Além disso, ainda aceitamos salários que não são altíssimos", explica Marcelo Toledo, diretor de uma agência de empregos que se especializou em levar brasileiros para Dubai.

"No que se refere a trabalho, aqui é o topo do mundo. Estamos a serviço do que há de mais luxuoso no planeta e de certa forma também desfrutamos esse conforto", diz a paulistana Cristina Piereck, 33 anos, que trabalhou como sommelière durante onze meses em um hotel de Dubai e se transferiu para um restaurante no vizinho emirado de Abu Dhabi. A contrapartida é ter de se adaptar aos costumes ultraconservadores e à alta tensão cultural num ambiente em que, nos extremos, estrangeiros consideram os locais preguiçosos e atrasados e são por estes considerados aproveitadores depravados. "As leis são duríssimas. Quase tudo é proibido. Beijo em público não pode. Beber fora dos hotéis também não", conta Cristina. Consumidora de bebidas até por profissão, ela precisou conseguir uma carteirinha, com chip-limite de 150 dólares por mês, para beber fora do horário de trabalho. "Como uma cerveja custa 8 dólares, meu consumo é bem pequeno", relata. Tudo fica ainda mais difícil no Ramadã, período de um mês em que o mundo islâmico se dedica às orações e ao jejum durante o dia: "Nós não podemos comer nem beber água na frente de ninguém". Toledo diz que, embora o salário inicial não seja muito alto e as regras primem pela rigidez, há boas e rápidas oportunidades de promoção. "É preciso assinar um contrato de trabalho de dois anos. Eles pagam a passagem de ida e de volta ao Brasil depois de dois anos e, em seguida, uma vez por ano. Mas se o contrato é quebrado o funcionário tem de reembolsar as passagens. Além disso, perde o visto de permanência no país. O mesmo acontece se ele for trabalhar embriagado ou drogado", enumera. 


Apesar da longa lista de exigências e proibições, o paulistano Alex Cale, 30, há dois anos gerente do único restaurante brasileiro nos Emirados, a churrascaria Chamas, em Abu Dhabi, tem boas impressões. "A violência é zero. No calor, quando os termômetros chegam a 50 graus, ligo o ar-condicionado do carro e o deixo destrancado, gelando, por uns dez minutos. Quando volto, ninguém tocou em nada", conta. Cale mora num apartamento de 65 metros quadrados com mulher e filha, oferecido pela churrascaria, e em breve o patrão começará a pagar a escola da menina. "Os costumes são severos, mas é só usar o bom senso e respeitá-los que dá para viver muito bem aqui", afirma. Em Dubai há quatro meses, o segurança de boate Vinicius Zonaro, de Jundiaí, no interior de São Paulo, ainda se espanta com as contradições: "Não se pode beber na rua, mas nos hotéis os turistas enchem a cara. Não se pode namorar, mas as boates estão todas lotadas de prostitutas, principalmente russas". A recepcionista Bruna Miranda, 26, que saiu de São José do Rio Preto, em São Paulo, há um ano para trabalhar em um hotel em Dubai, tem visão mais pragmática da situação. "O governo está investindo tudo em turismo. Então, eles fecham os olhos para o que os visitantes fazem. Aqui, tudo não pode, mas tudo termina podendo. E em excesso. Como, aliás, tudo em Dubai", diz Bruna. No próximo mês, uma rede de hotéis mandará representante ao Brasil para selecionar funcionários para um total de 400 vagas. Por enquanto, há cinquenta interessados.

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Portal G1 - sobre brasileiros em Dubai
Bons empregos e cosmopolitismo atraem brasileiros a Dubai
Emirado permite ter padrão de vida semelhante ao da classe alta do Brasil.
Estrangeiros vão a festas 'ocidentalizadas' e pouco interagem com locais.

Giovana SanchezDo G1, em São Paulo

 

Beatriz Carosini está no emirado há 5 meses (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)
Quando a designer paulistana Beatriz Carosini resolveu deixar o Brasil para encarar sozinha um trabalho num país muçulmano, ela pensou que tudo seria muito difícil. Mas o que ela encontrou quando chegou em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, foi uma vida até que bem parecida com a que ela tinha em São Paulo.

 

"Achei que teria que mudar o jeito de vestir, de me locomover, que seria tudo muito diferente. Mas na verdade não mudei quase nada. Me visto como me vestia no Brasil, como praticamente do mesmo jeito e ando sozinha pelas ruas - até me sinto mais segura aqui", disse em entrevista aoG1, por telefone.


Beatriz está em Dubai há cinco meses. Ela foi, por indicação de dois amigos, trabalhar em uma agência de publicidade.

 

Assim como ela, Paulo Foerster também foi morar no emirado a trabalho e não se arrepende. "Os brasileiros que vêm pra cá são muito valorizados e reconhecidos, não são vistos como se estivessem tomando o emprego de alguém, pelo contrário." 

 

Quem também avalia bem a experiência profissional é o publicitário Bruno Santiago, de 31 anos. Ele saiu do Brasil em 2006, quando foi trabalhar no Bahrein. De lá, foi para Dubai, transferido pela empresa. "O mercado não é tão competitivo. Se você tem alguma vantagem, já sai na frente de muita gente. Eu cheguei com 12 anos de experiência e, se no Brasil eu teria um nível de cargo, o nível aqui é muito maior", explica ele.

 


Paulo fez um safari pelo deserto com os amigos (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)
Paulo diz que ficou sabendo de um colega que estava bem em Dubai e resolveu mandar o currículo para uma empresa - ele trabalha como diretor de arte e webdesigner. "Em 15 dias a empresa agilizou todo o processo para a minha mudança", conta.

 

Bruno aconselha que quem quiser tentar um emprego no país escolha uma boa empresa de Recursos Humanos. "Há empregos que podem ter regras que limitem sua saída do país. O ideal é conhecer alguém que lhe indique uma vaga ou escolher uma boa empresa de RH", disse. Uma exigência é saber inglês. O árabe e o francês são vantagens qualitativas.

 

Experiências

Os brasileiros entrevistados falaram empolgados da vida que têm por lá. A convivência com uma cultura diferente, segundo eles, amplia a visão de mundo. "Você conhece muita gente de muitos lugares diferentes", conta Beatriz.

 

O número de estrangeiros é muito grande no país, algo entre 70% e 80%. 
Outra vantagem do emirado são as facilidades de consumo. “Você não paga impostos sobre quase nada, e os bens são muito baratos. De um ano pra cá, por causa da crise, os aluguéis diminuíram muito o valor, cerca de 40%”, disse Paulo. 

 

Bruno explica que, trabalhando na mesma área em que trabalhava no Brasil, consegue viver uma vida com um pouco mais de luxo. "Ter um bom carro, viajar para esquiar, coisas de classe alta no Brasil."

 


Entardecer da última quinta-feira (17), em Dubai (Foto: Kamran Jebreili/AP)
Vida social

Festas nos moldes ocidentais acontecem muito em apartamentos, casas e em hotéis, onde é permitido o consumo de bebida alcoólica. Os estrangeiros precisam de uma autorização formal do governo para comprar bebida, em casas especializadas.


A gastronomia reflete o cosmopolitismo, com restaurantes de todos os tipos e nacionalidades.


A interação entre os cidadãos do emirado e os estrangeiros não é intensa, por causa da diferença cultural. Mas também não é inexistente. Beatriz conta que já frequentou a casa de seu chefe árabe e já foi a outros eventos em que havia cidadãos do emirado, mas não é algo freqüente. 

 


Bruno Santiago (na guitarra, à esquerda), com sua banda em Dubai. (Foto: Arquivo pessoal)
Há dois anos no emirado, Bruno diz que, às vezes, a falsa sensação de liberdade incomoda.

 

"Você pode sair, ir para bares e pubs, mas isso é um pouco idealizado, você acaba parecendo que está nos mesmos lugares sempre. Acho a cidade linda, mas ao mesmo tempo você vê que tudo é muito artificial, às vezes dá a sensação de estar morando numa cidade de lego e tudo se torna muito previsível. Não há o elemento surpresa, a espontaneidade dos outros lugares."

 

Mas os brasileiros geralmente se adaptam bem, e Bruno até formou com amigos uma banda (veja a foto ao lado), que toca rock/pop nacional nas festas brasileiras que acontecem a cada dois meses. "Eu gosto de Dubai. Enquanto valer a pena, ainda morarei aqui."


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Jornal Correio Braziliense

 

Dicas e Serviços

Emirados Árabes estão de braços abertos para trabalhadores brasileiros

 

- Admite-se

 


 
Dubai é conhecido mundialmente por abrigar as obras mais faraônicas da modernidade, com enormes arranha-céus

 
Na mala um sonho cobiçado desde criança: morar e trabalhar no exterior. A dentista Gabriela Santos, 31 anos, arrumou a bagagem e preparou o psicológico para encarar o tão almejado desejo. No próximo dia 10 de março, ela começa a trabalhar como hostess em um hotel de Dubai, por um período de dois anos. 

Gabriela largou tudo e deixou a família para trás temporariamente, mas garante estar certa do que quer. “Eu sempre sonhei com isso. Trabalhei a vida inteira para os outros. Agora, o objetivo é ficar lá até o cumprimento do contrato e depois conseguir me instalar como dentista naquele lugar”. No bolso R$ 4 mil, mas a esperança é muito maior. “O salário padrão é de U$ 1.500, fora as gorjetas”, revela. 

A profissional buscou se assegurar antes de fechar o contrato. “Antes de decidir eu pesquisei inúmeras empresas de intercâmbio profissional. Só confiei depois que li várias reportagens e constatei a credibilidade da empresa que intermediou a contratação. Lá eu vou morar na vila dos funcionários”. Para conseguir a vaga, a dentista passou por uma entrevista em inglês – via telefone – com os próprios contratantes e assistiu vídeos com orientações culturais sobre a região.

De acordo com o diretor geral da empresa de intercâmbio MTV Marcelo Toledo, 60 profissionais já embarcaram para os Emirados e a expectativa é que para este ano, mais 300 sejam recrutados.“Nunca foi tão fácil ir para o exterior para trabalhar legalizado. Após entrevista por telefone ou webcam, a empresa envia uma carta convite permitindo a entrada do profissional na cidade”, explica.

Toledo garante que é o único agente do país, autorizado pela rede de hotéis estrangeira, à recrutar profissionais para eles.“Estamos há 12 anos no mercado de intercâmbio de trabalhadores legais para fora do Brasil. Quem for para Dubai, vai ter um retorno profissional muito grande, já que o município é a nova Meca do turismo classe ‘AA’. Caso o intercambista queira ficar por lá, basta projetar a carreira, podendo trabalhar em outros hotéis da rede em vários países”, afirma.

Dubai
O município de Dubai está localizado ao longo da costa sul do Golfo Pérsico na Península Arábica. Ele é um dos sete emirados e a cidade mais populosa dos Emirados Árabes Unidos (EAU), com aproximadamente 2.262.000 habitantes. A cidade é conhecida mundialmente por abrigar as obras mais faraônicas da modernidade, com enormes arranha-céus e largas avenidas. 

Com o PIB de US$ 37 bilhões, apenas 6% da economia local é proveniente do petróleo e gás natural. A maior parte da receita do emirado é proveniente do turismo, comércio, setor imobiliário e serviços financeiros. 

De acordo com o Artigo 7º da Constituição Provisória dos EAU, o Islã é declarado como a religião oficial do país. Mas Dubai também possui grandes grupos de cristãos, hindus, budistas e outras comunidades religiosas que residem na cidade.

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Jornal Hoje em Dia - BH-MG_ 

 
ECONOMIA >
 
Brasileiro agora "faz as Arábias"

Cássia Eponine
Repórter

O antigo sonho de “fazer a América” mudou de endereço. A crise financeira internacional, que atingiu em cheio as economias mais desenvolvidas do mundo e vem mostrando seus efeitos nos níveis de emprego dentro Brasil, também reduziu o mercado de trabalho para brasileiros em antigos e consolidados recrutadores da mão de obra verde-amarela no exterior. Com oportunidades cada vez mais escassas em países como Estados Unidos, Japão, Inglaterra, Portugal e Itália, o fluxo emigratório de brasileiros em busca de trabalho está traçando novas rotas. Para 2009 e 2010, despontam destinos como os Emirados Árabes, em especial Dubai, no Oriente Médio, Angola, na África, Nova Zelândia, na Oceania, e dezenas de cruzeiros que começam a chegar à costa brasileira no final deste ano.


“Mercados que antes eram gigantescos, hoje não existem mais. O empresário americano está desmotivado, inseguro e cancelou a importação de profissionais. Tivemos uma queda forte de demanda tanto para a Disney quanto para as estações de esqui”, relata o diretor da MTVl Intercâmbios, Marcelo Toledo. Segundo o diretor, os embarques mensais da agência de brasileiros para os Estados Unidos caíram de 20 para zero depois da crise. Em outra frente, a demanda para Dubai, um dos sete emirados que compõem os Emirados Árabes Unidos, saltou de 100 profissionais no ano passado para 600 este ano.

 

Com sua economia baseada na exploração de petróleo e gás, o setor de serviços responde por 78% do PIB dos Emirados Árabes. A demanda por profissionais, principalmente para Dubai – o emirado com maior apelo turístico -, é fundamentalmente para o setor de hotelaria. 


De acordo com Toledo, os contratos de trabalho são de dois anos, e as passagens aéreas, alimentação e acomodações são custeadas pelo contratante, desde que não haja quebra de contrato. “Essa questão de dois anos de permanência encontra alguma resistência entre os candidatos. Alguns até veem pelo lado da estabilidade, mas outros criticam muito”, relata o diretor, destacando que, se o trabalhador decidir voltar antes de dois anos, ele paga sua passagem de volta. Se o retorno se der antes de um ano de permanência, o trabalhador arca também com os custos da passagem de ida. “Tudo consta do contrato, que é lido e assinado no Brasil”, afirma.


Os candidatos que se dispõem a desembarcar em Dubai têm que estar cientes de que, no país – islâmico –, as demonstrações calorosas em público não são bem-vindas.
Os salários não são altos, e começam com US$ 500 mensais. “Quando o trabalhador conquista a confiança deles, vai crescendo na empresa”, aponta. A jornada é de oito horas semanais, seis dias por semana.


Os brasileiros, segundo Toledo, são mão de obra bem-vista pelos árabes. “É um mercado diferente. O que conta não é o currículo nem o inglês fluente. Eles são muito flexíveis e aceitam o inglês intermediário. O mais importante é a personalidade da pessoa, que ela seja extrovertida e sorria com facilidade. Eles entendem que podem qualificar o profissional, mas mudar a personalidade não”, conta.


As mulheres levam vantagem na seleção e representam cerca de 80% dos embarques para Dubai. “Eles acham que as mulheres combinam mais com o servir, com a hotelaria”, aponta, destacando que a maioria das vagas são para hostess (espécie de recepcionista), garçons e cozinheiros. 


A chef Ana Sílvia Ivamotto Passos Nogueira, 24 anos, há dez meses no setor de confeitaria de um hotel em Dubai, está em sua segunda experiência internacional e destaca a oportunidade de aprendizado.“Já trabalhei na Índia durante três meses, e, agora, trabalho em Dubai. Acredito que nesta área de gastronomia há muita coisa para aprender fora do Brasil. É uma experiência profissional e cultural incrível. Mas é preciso ir com uma mente aberta e estar pronto para os desafios”, afirma. Por dez horas de jornada, Sílvia recebe salário de US$ 1 mil, além de benefícios como transporte, moradia e convênio médico. 


A busca por novos horizontes e o aperfeiçoamento do inglês movem a recém-formada em comércio exterior Franzeli Cardoso, 28 anos, em processo de seleção para um emprego de hostess, garçonete ou caixa em Dubai. “Fui para os Estados Unidos no ano passado e sei que as coisas lá estão difíceis. Optei por Dubai, que está contratando”, justifica Franzeli.

 
 


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Jornal O Estado de Minas


“Lá não trabalhamos em subemprego, como ocorre nos Estados Unidos e Europa. São cargos qualificados” – Fabiana Freitas Rezende, 35 anos, advogada de Uberaba (MG)
O sonho de fazer carreira e garantir um bom pé-de-meia fora do Brasil está se estendendo a um destino pouco convencional. Com 261 vagas abertas nos setores petrolífero, hoteleiro e de construção civil, os Emirados Árabes Unidos, país muçulmano localizado no Oriente Médio, têm atraído cada vez mais brasileiros, interessados nas oportunidades de trabalho na terra dos xeques. Famoso pelas ilhas em forma de palmeiras e de globo terrestre, o país oferece vagas com salários que podem chegar a US$ 3 mil por mês. Além de visto de trabalho válido por dois anos, os selecionados ainda recebem moradia e alimentação, tudo pago pelo empregador.

Apesar de a crise econômica ter atingido a região, principalmente com o cancelamento de US$ 580 bilhões em investimentos no setor imobiliário, Marcelo Toledo, diretor-geral da MTV  Intercâmbios, empresa responsável pela seleção de brasileiros, acredita que o setor de turismo não será afetado. “Somente este ano mais de 4 mil pessoas já foram empregadas no setor. Não acredito que esse mercado vá sofrer porque o turismo na região chega a crescer a taxas de 20% ao ano”, avalia. Os currículos recebidos pela MTV passam por uma triagem e são direcionados aos empregadores. “Eles avaliam e entram em contato com a pessoa para entrevista em inglês. Se o candidato for aprovado, o contratante já dá entrada no visto de trabalho lá mesmo nos Emirados Árabes”, explica Toledo.

Em alguns cargos, a experiência é fundamental, mas, para todos eles, o que mais pesa é o inglês. “Quem não tem um bom domínio do inglês acaba ficando com os piores cargos e com salários baixos. Se falar árabe, as portas se abrem ainda mais. Lá não trabalhamos em subemprego, como ocorre nos Estados Unidos e Europa. São cargos qualificados”, explica a advogada Fabiana Freitas Rezende, de 35 anos, que trabalhou dois anos na cidade mais populosa dos Emirados Árabes, #Dubai, como assistente administrativo de marketing. Nos três meses que ficou no Brasil, recebeu propostas de quatro empresas para voltar a trabalhar no país e não perdeu a oportunidade de sair de Uberaba, no Triângulo Mineiro. “Já estou voltando para trabalhar como assistente de marketing na butique do Roberto Cavalli e a minha intenção é não voltar mais para o Brasil”, afirma.

“As coisas em #Dubai  são muito baratas. Vivia num padrão muito melhor do que vivo hoje no Brasil” – Joara Fernandes Pinto, 29 anos, administradora, de Rondonópolis (MT)

A administradora de empresas Joara Fernandes Pinto, 29 anos, de Rondonópolis (MT), também não vê a hora de voltar para a cidade que considera a Nova York do Oriente Médio. “Trabalhei como comissária de bordo e assistente de gerente de projeto em uma construção em #Dubai e ganhava um salário correspondente a R$ 5 mil, que dá pra viver muito bem no país, já que as coisas lá são muito baratas. Vivia num padrão muito melhor do que vivo hoje no Brasil”, garante. Joara explica que a mão-de-obra é paga de acordo com a nacionalidade, que varia entre indianos, que ganham menos, latinos e europeus. “Os britânicos eram os que ganhavam mais, mas sabendo inglês fluentemente, é possível conseguir ótimos empregos com boa remuneração”, garante.

A falta de qualificação tem gerado dificuldades para preenchimento das vagas. “Estamos precisando até de banda brasileira para tocar lá e especialistas em raios X, mas é difícil conseguir. A vaga de sushiman está sendo anunciada há meses, mas nada de candidatos à altura”, afirma Toledo. Por causa do inglês intermediário, Angelyque Lins, de 33 anos, de Florianópolis (SC),conseguiu trabalho somente como garçonete.

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Revista da FOLHA SP  
 
Salários "tax free" atraem brasileiros para vagas em Dubai

MARIA CAROLINA NOMURA
da Folha de S.Paulo

Na esteira da abertura, há menos de um ano, de vôos diretos entre São Paulo e Dubai, passaram a embarcar para o Oriente Médio não apenas turistas rumo ao exotismo e à efervescência do emirado mas também profissionais em busca de altos salários, baixos impostos e qualidade de vida.

Dubai, que fica nos Emirados Árabes Unidos, é um canteiro de obras de luxo dentro de uma nação que cresce mais do que a média mundial.

Segundo o Departamento de Turismo de Dubai, a presença de latino-americanos no emirado cresceu 56% em 2007, se comparada ao ano anterior.

Para suprir a demanda de mão-de-obra qualificada --sobretudo a de engenheiros, médicos e profissionais ligados ao turismo e à indústria química--, o país recruta trabalhadores do mundo inteiro. Estimativas apontam que 8 em cada 10 pessoas que vivem atualmente no emirado são estrangeiros.

De acordo com a Embaixada do Brasil na capital Abu Dhabi, existem 817 brasileiros registrados no setor consular. Boa parte desse contingente trabalha para a estatal Emirates Airlines, que tem abertas mais de 150 vagas para comissários de bordo, entre outros cargos.

Diego Meneghetti, 25, é um dos que trocaram a capital paulista por Dubai para atuar como comissário. "É covardia comparar qualquer companhia aérea brasileira com a Emirates. Eles possuem uma infra-estrutura impecável", destaca.

O chamado salário "tax free" (ou livre de impostos) é outro chamariz de Dubai, principalmente para os brasileiros, que aqui deixa quatro meses da renda mensal para o governo.

Para Rinaldo Ribeiro, 33, gerente de segurança de informação de um banco, os rendimentos por lá são "muito maiores do que no Brasil". Há três anos no emirado, ele não pensa em retornar tão cedo: "A minha qualidade de vida é muito superior à que tinha no Brasil".

A segurança também é um ponto positivo, na visão de Marcelo Cunha, 40, que representa produtos brasileiros.

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Jornal O POPULAR de Goiânia

Novo êxodo para o exterior

Cresce número de goianos em busca de oportunidades em outro país. Eles também fogem da violência

 
O aeroporto internacional voltou a ser a saída encontrada por alguns goianos para a crise econômica que começa a ganha contornos mais evidentes no País.

Ainda não existem estatísticas que comprovem o início de uma nova fase da diáspora que marcou da década de 1980, mas quem trabalha na área de intercâmbio, imigração e consultoria para retirada de vistos já percebe um aumento considerável na procura por esses serviços.

É o caso de #Marcelo #Toledo, da #MTV #Intercâmbio, empresa especializada em buscar emprego para brasileiros no exterior. Ele conta que em 2014 recebia, em média, 50 currículos de pessoas interessadas em trabalhar fora por dia; hoje, esse número chega a 700. No cadastro da empresa há, no momento, 320 currículos de candidatos de Goiás. “Quanto mais o dólar sobe, mais cresce a procura por estágios e empregos internacionais”, diz. Há outra forte motivação, além da financeira, para esta busca, de acordo com #Toledo: o medo da violência. Segundo ele, muitas pessoas estão fugindo em função da falta de segurança presente nas grandes cidades.

Depois de ter a loja assaltada diversas vezes e também de ter seu carro roubado, Mariana Sampaio e a família se mudaram para Charleston, na Carolina do Sul, Estados Unidos. Ela vendeu uma empresa de carretas que dava à família um faturamento mensal de R$ 15 mil para ganhar de US$160 a US$ 180 por dia. Mariana trabalha como diarista e, o marido, Valdemar Antônio, está na construção civil.

O número de goianos interessados em ir para os Estados Unidos, Canadá e Austrália aumentou muito, segundo Ana Castro, proprietária da A3 Agência de Agendamento de Vistos. “Essas pessoas são motivadas pela instabilidade financeira e política do País, além da falta de perspectiva e buscam no exterior trabalho e qualidade de vida”, conta a empresária. A maioria não tem perfil para conseguir o visto, o que acaba por influenciar no resultado da demanda da agência, que registrou um aumento efetivo de 10% nos últimos três meses.
 
 
 
Várias histórias de partidas
Goianos falam de experiências com mudança de rotina e de país e sobre motivações para sair do Brasil

 
Djailce Pereira Vila Nova, de 48 anos, e o marido, Rodrigo Cleber Oliveira, 33 Juliana Terêncio, economista.Compraram passagens para Portugal e foram nesta semana à agência de viagem tentar trocá-las por bilhetes para o Canadá. Eles são vendedores de capa de banco de carro e buscam no exterior uma melhor qualidade de vida. “Queremos ser reconhecidos como cidadãos, o que não ocorre no Brasil.” O que o casal ganha “dá para viver”, mas Dijailce reclama que, no Brasil, o trabalho é mal remunerado e as pessoas não têm seus direitos assegurados.
 
 
Andréia Bahia
 
Muitos brasileiros recorrem às casas de apoio quando chegam ao exterior. Elas existem em vários países e podem atender demandas específicas, como auxilio jurídico, ou a todas as necessidades daquele que chega ao novo país. Em Londres funciona a Casa do Brasil, presidida por Carlos Mellinger, que tem dupla nacionalidade. Ele conta que houve um aumento “absurdo” no numero de brasileiros que buscam a entidade nos últimos quatro meses. “Eles nos procuram antes e depois de chegar a Londres.”

Segundo Mellinger, todos alegam que não acreditam mais no Brasil. “É um sentimento de desilusão como o que aconteceu em 2005”, compara. Estão também motivados pelo fortalecimento da Libra e a desvalorização do Real. Trata-se, na opinião do presidente da entidade, de uma migração econômica e a maioria dos que estão chegando a Londres fazem parte de uma classe média baixa sem qualificação profissional. Não são jovens, mas pessoas maduras que deixam a família no Brasil. “Pessoas da classe baixa não vêm porque é necessário ter um pouco de conhecimento e algum meio econômico”, afirma.

Mellinger estima que haja, na grande Londres, cerca de 300 mil brasileiros trabalhando principalmente em quatro ramos de negócio: limpeza, restaurante, construção civil e entrega em moto e vans.

A Casa do Brasil apoia os brasileiros em Londres em todas as áreas, como para abrir conta em banco, encontrar escolas para os filhos ou com assistência jurídica. Porém, esse apoio não resolve os problemas de quem faz da migração uma aventura, ressalta Mellinger. “É preciso planejar, estudar a mudança, e não vender tudo e ir embora. Pode dar certo ou não. Se não der, é preciso ter alguma coisa no Brasil para voltar”, aconselha.

Plano B

“Todo mundo quer ir para os Estados Unidos e a Inglaterra, mas com visto de trabalho é quase impossível, por isso muitos optam por um plano B, em Dubai ou no Canada”, relata Marcelo Toledo, proprietário da MTV Intercâmbio.

Esses países estão abertos ao trabalhador estrangeiro. Já nos Estados Unidos e no Reino Unido não há visto para trabalho – portanto, os estudantes não podem trabalhar. Só se permite a entrada de estrangeiros para turismo.

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Jornal Folha de Pernambuco em Recife

Trabalhar no Exterior é bem mais fácil do que se pensa

Ter uma experiência internacional é o desejo de inúmeros jovens brasileiros, principalmente quando a proposta permite trabalhar e viver umperíodo no exterior.

O modo de vida cosmopolita e o conhecimento linguístico e cultural são diferenciais curriculares na hora da contratação. José Carlos Felix, de 26 anos, turismólogo natural de Nazaré da Mata, vai realizar o seu sonho no próximo mês.

 Ele embarca para o Oriente Médio, com destino à Doha, capital do Qatar, rica em petróleo e gás natural, porém carente de mão-de-obra qualificada emmuitas áreas. Carlos mora em São Paulo há 15 anos, mas estava trabalhando como bartender na Ilha do Breeu, no Rio de Janeiro, quando conheceu umagente da MTV Tur.

 “Você compra um pacote e a empresa te agencia para um monte de outras empresas, todo dia chega e-mails na sua caixa e todo dia ela fala de você para o país onde você quer ir”, conta Felix, que irá receber R$ 3. 410 mil em Doha como bartender, o dobro do seu salário no Brasil.

 Marcelo Toledo, proprietário da MTV Tur, é especialista em agenciamento de profissionais há 16 anos. Ele explica que, diariamente, hotéis no exterior lhe pedem funcionários, então ele concilia as requisições com as habilidades dos seus clientes e organiza as entrevistas por Skype.

De acordo com ele, os destinos que recrutam mais brasileiros são Dubai, Abu Dhabi, Bahrain e Qatar. Há vagas, também, para o Canadá, Estados Unidos, Iraque, Cingapura e China (Macau). As áreas mais requisitadas são de hotelaria e turismo, mas também existem ofertas para contadores, arquitetos, designs, domésticas, engenheiros, entre outras opções. “O perfil mais solicitado é o de mulheres entre 21 a 30 anos que queiram ocupar cargos de garçonete e recepcionista de restaurantes.

A oportunidade de trabalhar legalmente, compassagemde ida e volta, visto de trabalho, acomodação, alimentação, plano de saúde e transporte, salário sem impostos e férias anuais são algumas vantagens oferecidas.
 

Carlos Felix vai viajar comum a reserva de U$ 500. “Acho importante ter algo para gastar em coisas pessoais, já que a empresa que me contratou providência tudo”, diz. E complementa: “Acredito que essa viagem dará uma turbinada no currículo pessoal e profissional. A cada ano de trabalho terei um mês de férias e pretendo visitar países com os quais sempre sonhei:Egito, Índia e Turquia”. PERMANÊNCIA - O contrato de trabalho padrão firmado através da MTV Tur é válido pelo período de dois anos, mas é possível ficar menos tempo ou prolongar a permanência no destino escolhido.

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 Diario do Grande ABC 
 
Dubai é atrativo para trabalhador brasileiro
 
Leone Farias 
Do Diário do Grande ABC


Bruna Alcântara, 27 anos, cuja família é de São Caetano, arrumou as malas na semana passada para tentar seguir carreira no Exterior. Ela não estava indo para os Estados Unidos, o Canadá, a Austrália, nem para nenhum país daEuropa. Seu destino era Dubai, maior cidade dos Emirados Árabes, onde as oportunidades profissionais crescem e começam a despertar atenções de muitos brasileiros. 
Bruna se interessou, entre outros motivos, porque poderá ir com contrato de trabalho firmado, para ser hostess (tipo de recepcionista) em hotel de luxo de rede internacional, a empresa, além de pagar o salário, arcará com alimentação, transporte, moradia, plano de saúde e passagem aérea (para ela passar as férias no Brasil).

Formada em Jornalismo, ela havia decidido mudar de carreira e se interessou pela hotelaria. Há pouco mais de um mês trabalhava em hotel na Alameda Santos, em São Paulo, e vinha buscandooportunidades fora do Brasil. “Comecei a pesquisar e fiz três entrevistas, por skype, com diferentes empresas (daquele país). Me enviaram oferta e decidi aceitar”, disse. A fluência do inglês ajudou. Bruna já tinha passado um período no Canadá e dominava o idioma.

O empresário Marcelo Toledo, que é dono da agência MTV Intercâmbio, cita que a oferta de vagas, principalmente na área de alimentação e hospedagem (bares, restaurantes e hotéis), no país árabe localizado no Golfo Pérsico, está em ascensão. “Tem mais de 50 hotéis e parques em construção lá. Eu poderia levar mais de 5.000 pessoas por ano, mas hoje mando só cinco por mês, por falta de candidatos”, disse.

Ele acrescenta que, entre os atrativos, há a possibilidade de ir para lá com contrato para trabalhar oito horas por dia por 24 meses, renovável por mais 24. Dentre os requisitos, o inglês é importante, mas Toledo cita que, naquele país, por ser a segunda língua do local, é mais fácil a comunicação, ao contrário dos Estados Unidos e do Canadá, onde a fluência no idioma é necessária. Neste último país, inclusive, o governo da província de Quebec (responsável pela seleção de imigrantes) vem editando regras mais restritivas para quem deseja trabalhar lá.

O presidente da Câmara do Comércio Árabe-Brasileira, Michel Alaby, atesta que a demanda é crescente para os Emirados (que tem a sexta maior reserva de petróleo do mundo) e, por suas condições econômicas favoráveis, atrai trabalhadores que tenham conhecimento de inglês e estejam dispostos a desafios. Ele também salienta que muito do que é oferecido está vinculado ao setor turístico: hotéis, restaurantes e navios de cruzeiros, por exemplo. Ele estima que já haja mais de 4.500 brasileiros naquele país.

Além de segmentos ligados ao turismo, também há muitos pilotos e comissários de bordo que saíram do Brasil para trabalhar na Emirates Airlines. “Até na área de tecnologia você encontra brasileiros em sites e no ramo de vendas B&C (termo em inglês para empresa que vende ao consumidor final pela internet)”, diz. 

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jornal FOLHA DE SP
 
Grupo árabe seleciona brasileiros para hotel de luxo em Dubai
DENISE MOTA
da Revista da Folha

Uma saiu de Paraisópolis (MG) para estudar em São Paulo; outro foi cortador de grama, vendedor de seguros e faz-tudo; outra chegou a ter um negócio próprio. Os três compartilham o mesmo sonho: circular entre os corredores e as 202 suítes do hotel mais luxuoso do mundo, o Burj Al Arab, em Dubai.

O estabelecimento, considerado sete-estrelas --por, entre outras extravagâncias, oferecer mimos hiperbólicos aos clientes, como traslado do e ao aeroporto em Rolls Royce e helicóptero, nunca sem a companhia de um bom champanhe--, está recrutando a primeira leva de brasileiros para trabalhar em suas dependências.

A seleção tem por objetivo levar 52 profissionais para diversos hotéis da rede Jumeirah, da qual faz parte o Burj Al Arab. Até agora, apenas uma brasileira, a cearense Adélia Evangelista, faz parte do staff do sete-estrelas, como garçonete do restaurante-aquário Al Mahara.

 
Nesse oásis instalado no centro comercial dos Emirados Árabes, uma noite de sono não sai por menos de US$ 1.800 (sem café da manhã) e uma lembrancinha --a miniatura do hotel confeccionada em cristal Swarovski-- custa US$ 1.770.

A lista de hóspedes ostenta assinaturas como as de Brad Pitt e Angelina Jolie, Tiger Woods, Ronaldo, Naomi Campbell e de membros de monarquias. Ricos e famosos que escolhem o esplendor do edifício de 28 andares, esculpido em forma de veleiro, para passar as férias, celebrar a vida e realizar eventos.

No Brasil, a contagem regressiva para o resultado final da seleção já começou. Nas mãos de candidatos como a mineira Maria Fernanda Paula, 23, a niteroiense Vera Cunta, 44, e André Codato, 23, oriundo da pequena Cambé (PR), talvez repousem, em um futuro próximo, o cumprimento de ordens e caprichos dessa seleta freguesia.

Os postos oferecidos são de ocupações básicas e cargos de gerência e supervisão na rede hoteleira de Dubai. "Eu sou a pessoa", define-se o paranaense, que almeja ser cozinheiro especializado em churrascos e iguarias brasileiras no Burj Al Arab. "Vi fotos da cozinha e é linda demais, dá vontade de comer no chão, é outro mundo. Quero ir para lá porque quero estar no melhor."

Ter entre 18 e 35 anos, bom conhecimento de inglês, esbanjar simpatia em qualquer circunstância (mesmo após uma jornada de nove horas de trabalho duro) e obedecer aos ditames da cultura local são os requisitos mínimos. É levado em conta também um estilo de vida saudável e discreto (nada de tatuagens, maquiagens pesadas, decotes, bebedeiras e beijos em público).

O Brasil, assim como o Peru e o Panamá --países que também receberão a visita de selecionadores árabes--, entrou no foco pelo fato de o país ter no turismo uma "importante indústria" e contar com "um grande número de profissionais treinados", segundo Jacqui Brits, diretora de Recursos Humanos do Grupo Jumeirah. Jacqui virá ao Brasil no segundo trimestre para colocar um ponto final na seleção, por meio de entrevistas em que escolherá os contratados.

De acordo com Marcelo Toledo, proprietário da MTV , empresa especializada há dez anos na seleção e no envio de profissionais para hotéis e cruzeiros internacionais, "o brasileiro nasceu para três coisas: jogar futebol, pilotar carros de corrida e trabalhar com hotelaria, por conta da hospitalidade".

Segundo Jacqui, o perfil do "funcionário-padrão" do Burj Al Arab pode ser resumido em três frases, as divisas de conduta estabelecidas pela rede hoteleira: "Sempre vou sorrir e cumprimentar nossos hóspedes antes que eles me cumprimentem"; "Minha primeira resposta a um hóspede nunca será não" e "Tratarei meus colegas com respeito e integridade".

Apesar do entorno de glamour, os salários oferecidos pelo sete-estrelas não estão entre os maiores que se verificam no ramo e na região. Estão longe das remunerações oferecidas em cruzeiros internacionais, por exemplo. A ambição dos selecionados para Dubai reside na mescla de melhora de currículo, no acúmulo de experiência e, se der, na criação de algum pé-de-meia depois dos dois anos contratuais.

André está disposto a enfrentar as 14 horas de vôo que separam os Emirados Árabes do Brasil em busca de um salário de R$ 3.250, mas a maioria dos postos disponíveis (de garçom, recepcionista, arrumadeira) oscila entre R$ 500 e R$ 650.

Um deles pode ser ocupado por Maria Fernanda, mineira formada em hotelaria que decidiu trocar o projeto de fazer intercâmbio nos Estados Unidos pela oportunidade de trabalhar como hostess nos Emirados Árabes. "Depois de Dubai, terei o inglês melhor e mais experiência para fazer uma pós ou outra faculdade", justifica.

A chance de trabalhar em meio a 1.590 m2 de folhas de ouro 24 quilates --outro dos vultosos detalhes do hotel-- não atrai apenas iniciantes no setor. De olho em um salário maior (entre R$ 2.000 e R$ 5.000) e em um salto na carreira está Vera Cunta, com mais de 20 anos de experiência no ramo hoteleiro.

Fluente em inglês, francês e italiano, com histórico de trabalho no exterior, solteira e sem filhos, ela se candidatou a um cargo de gerência nos estabelecimentos turísticos instalados na cidade. "Dubai parece ser o paraíso do turismo. Vem crescendo muito rápido. E os hotéis são incríveis. O que me prende ao Brasil?"

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Também já saíram 2 reportagens sobre nossa agência em revistas em Dubai

 

Article about us in DUBAI
Brazil the next recruitment hotspot
by Caterer Middle East 

 
Tisian and Bizachi, are just two of many Brazilian staff coming to the region to work in F&B roles.
Hundreds of Brazilian hospitality professionals are expected to arrive in the Middle East in a bid to address current staff shortages.

Marcelo Toledo, recruitment director for M/Brazil, said the South American nation´s low basic salary and labour pool of 96 million people has bolstered the number of candidates, with staff already placed in Oman, Jordan, Qatar, Dubai and Abu Dhabi.

"I have capitalised on the opportunity to find suitable front- and back-of-house staff in the Middle East, by educating human resource teams at luxury hotel groups about the availability of young, motivated and experienced Brazilian hotel staff," he said.

 
Participating in a Dubai-based training programme to build up his knowledge of the rules, laws, religions and weather in the UAE, passing on this information has been crucial, he said, as many Brazilians have little knowledge of the region.

"People change their views on Arabic culture when they arrive here, and are typically surprised at how liberal the lifestyle is. With the boom in the region´s hospitality sector opportunities are plentiful to develop quickly," said Marcela Bizachi, sales coordinator of MICE business for Rotana Hotels.

Bizachi, who arrived in Dubai from Brazil to work as a hostess in October 2006, said the provision of meals, accommodation and insurance for staff were the main draw factors for Brazilians. She added that word of mouth about the superiority of in-house training programmes in the UAE had also prompted her Brazilian colleagues to move here.

"We are the best hospitality workers in the world, as we are looking for careers, not just jobs," she said.

Paolo Tisian, commis chef at Al Murooj Rotana Hotel in Dubai, said the UAE had provided her with a new challenge, yet English language training had been the highlight of her time in the city.

The main obstacle, according to Toledo, has been ensuring employees would remain with clients for more than two years, which has presented the need for rigorous pre-screening processes.

Rotana Hotels, Hyatt Hotels & Resorts and the InterContinental Hotel Group are among his current clients, with Dubai´s Dhow Palace Hotel also on the cards.

The expense of recruiting from Brazil is also expected to ease in October as Emirates Airlines´ launches direct air services between Sao Paolo and Dubai.


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The Hotelier Middle East Magazine 
 
South America offers new recruitment market

Piereck moved to Dubai from Sao Paulo and is now part of the pre-opening team for Fairmont Bab Al Bahr. 
 
With traditional recruitment source markets such as India and the Philippines becoming limited, it is more important than ever that hoteliers are not wholly reliant on one particular recruitment source.

This is the view of Mövenpick Hotel Jumeirah Beach general manager Peter O’Connor, who revealed that he had been inspired by CatererGlobal research presented at last year’s Arabian Travel market, which highlighted South America as an upcoming source market.

“South Americans are very hospitable by nature; their local cultures lend themselves well to the hospitality industry. Economically it makes sense for both parties, and the South American personality brings a lot of passion and spirit to our organisation. The new Mövenpick Hotel Jumeirah Beach will be a vibrant property and I want this translated through my team,” said O’Connor.

“Additionally, Dubai is now targeting South America as a feeder market with tour operators marketing Dubai as a destination and airlines following suit, so this demographic needs to be mirrored in our service,” he said.

O’Connor said he was looking to South America for guest contact roles primarily in guest relations and F&B for the hotel, which is scheduled to open in October.

According to MTV recruitment director Marcelo Toledo, the demand for South American hospitality employees is matched by the eagerness of Brazilian nationals to work in the GCC, specifically in Bahrain, Abu Dhabi and the UAE.

 

MTV  launched the first Bahrain Hospitality Job Fair in Brazil last month, with the aim of attracting 600 delegates and filling 400 jobs in the region.

Toledo said: “We hope to explain to the candidates about this new market for South Americans and to get more employers in the UAE interested in hiring the best hospitality staff in the world”.

He said that while it was important to educate candidates about the culture and systems of the UAE, he thought that many would find a better standard of living in the country than they had at home.

“Since January, we have had more than 3000 people looking for jobs in the Middle East,” said Toledo.

He hopes to introduce individuals of the highest calibre to the region, such as Brazilian-born Fairmont Bab Al Bahar assistant manager — food and beverage / sommeliere Cristina Piereck.

Following the sale of her restaurant in Sao Paulo, Piereck moved to Dubai and joined The Address Downtown Burj Dubai, before launching the wine bar at Warehouse at Le Meriden Dubai and most recently being appointed a member of the pre-opening team for Fairmont’s Abu Dhabi property.

She said: “I had a very good image and impression of the hospitality industry here. The best leading hotels of the world are all located in the UAE and I was sure that there wasn’t anywhere else in the world where I could learn more.

"And how glad I became to find out that I was totally right! If you gain experience in the UAE, you are equipped to work all over the world. The UAE is today, in my opinion, a leader and an example for the hospitality business all over the world”.